sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ler porque…


Se fizermos um inquérito à opinião pública, lançando a pergunta “Considera que é importante ler?”, poucos serão as respostas negativas obtidas. Parece, de facto, consensual que é importante ler. Todavia, se à mencionada pergunta acrescentarmos outra – “Porquê?” –, talvez as respostas se façam ouvir tímidas e periclitantes: “Pois… É importante para tudo… É importante para a gente aprender… Sei lá…”. Pois é: nem sempre é fácil clarificar os argumentos que digam ser a leitura uma tão importante actividade. Mas é-o. 

É-o porque…

Ler, antes de mais, é uma fonte segura para proporcionar conhecimento – todo o tipo de conhecimento. Advindo de um folheto informativo ou (em maior escala) de um romance, o conhecimento que se pode adquirir através da leitura configura-se como inestimável. Dos livros escolares e artigos académicos – que proporcionam conhecimentos mais precisos e especializados –a um romance ou a um poema – que podem facultar conhecimentos mais alargados (sobre a vida, o homem, mas igualmente sobre História, Geografia, Filosofia, Antropologia, entre outros), qualquer escrito se configura como um reservatório de conhecimento(s) que dificilmente se podem adquirir tão consistentemente por outra via. Claro que a televisão, a Net: mas note-se que na Net também se fazem leituras. E não serão necessariamente menos relevante.

Mas ler não é importante só para adquirir conhecimento(s): é-o também para facultar o tão merecido lazer a que dele necessita – e dele, pelo menos de vez em quando, todos necessitam. Ler proporciona o prazer de viajar por outros mundos, por outros estados de alma, por outras sensações, permitindo, assim, a libertação interior que tão necessária é ao ser humano. E, proporcionando lazer, a leitura oferece, quantas vezes concomitantemente, uma reflexão sobre o mundo, o humano, colocando questões que levam a aprofundar não propriamente o conhecimento mas a sabedoria. Do conhecimento ao autoconhecimento, a leitura é uma porta que se nos abre a pouco custo e com muito proveito.

Outra boa razão para ler prende-se com o tão necessário conhecimento não de saberes declarativos ou outros mas da própria ferramenta de comunicação usada nos livros e no quotidiano: a língua. De facto, é através da leitura que se aprende a usar – na escrita e mesmo da oralidade – a língua com proficiência. Furtar-se à leitura redunda sempre – sem exceções – numa dificuldade acrescida de usar corretamente a língua, seja a língua-mãe, seja outra. O desenvolvimento vocabular, a capacidade de produzir uma boa estruturação frásica, o poder de argumentar, tudo isto é saldo positivo – e absolutamente necessário – que se tira da leitura.

E mais? Ler é importante porque… Por talvez tantas outras razões que deixamos à consideração do(s) leitor(es). Aliás, cremos que há sempre uma boa razão para ler – nem que seja matar o tédio, e desta “morte” advirão, certamente, outras mais-valias.

Paula de Sousa Lima

terça-feira, 12 de março de 2013

Semana da Leitura na EBI de Lagoa


Biblioteca da EBI de Lagoa

Semana da Leitura de 18 a 22 de março de 2013

Dia 18 - 14:00 Encontro com as escritoras Alexandra Castela e Elsa Gouveia
Dia 19 - 8:30 “Quem conta um conto…” - Anabela Cura
Dia 20 - 10:20 Encontro com a escritora Joana Medeiros
Dia 21 - 10:20 Encontro com o escritor Filipe Lopes (promovido pela Biblioteca Municipal Tomaz Borba Vieira)
Dia 22 - 10:20 À conversa com um armador /pescador (a confirmar)

Outras atividades a decorrer durante a semana
“Um Mar de Histórias” - trabalhos dos alunos
“A Rede das Citações” - trabalhos dos alunos
"Mar arte" - Exposição de fotografias, artesanato ...
"Pintar o mar" - Que desenho farias para a capa deste livro?

segunda-feira, 11 de março de 2013

Semana da Leitura na EBI de Capelas


PROGRAMA DE ATIVIDADES – EBI de Capelas
Toda a Semana
1 – “Feira do Livro Usado”
2 – Distribuição de um panfleto sobre a importância da leitura
Hora – Todo o dia
 
Dia 18 – A Leitura, o Mar e… as Pessoas
1 – Encontros com … gente do mar:
a)      Paulo Amaral, responsável pelo farol da Ponta Garça
b)      Mário Leandro e João Garoupa, aventureiros
c)      Daniel Castro, pescador/armador
2 – Exposição de livros – 10h20
 
Dia 19 – A Leitura, o Mar e… a Escola
1 – Concurso de Problemas (Matemática)
2 – Conversa com … Irene Oliveira, autora de Uma Fonte de Esperança – 10h30
3 – “5 Textos, 5 Dias”/A Menina do Mar (Português) – 10h30
4 – Sessão de teatro: Auto da Índia Pequenino (Expressão Dramática) – 10h20 e 11h05
 
Dia 20 – A Leitura, o Mar e… as Artes
1 – “Mar à Mesa” – Exposição
2 – Entrevista com … Mestre Tomaz Borba Vieira (vídeo) – Todo o dia
3 – A hora do Conto – das 10h20 às 11h00
4 – Exposição de desenhos/pinturas alusivas ao mar  – Todo o dia
5 – Sessões de cinema:
5º ano – “O Gang dos Tubarões” – 09h00
6º ano – “20 000 Léguas Submarinas” – 11h05
3º Ciclo – “A Tempestade” – 14h00
 
Dia 21 – A Leitura, o Mar e… a Poesia
1 – Desfile de palavras
2 – Recital de Poesia – 10h00
3 – Itinerário de Poesia – todo o dia
 
Dia 22 – A Leitura e o Mar
1 – Para a Ler!  – 08h30
2 – Exposição de Livros sob o tema do Mar – todo o dia
3 – Marcha pela Vida, Jovem – 09h00 às 11h00
4- Entrega de diplomas e prémios
5 – Sessão de encerramento com atuação ao vivo de:
- Professora Conceição Ponte
- Professora Patrícia Bettencourt
- Dina Pereira
- Inês Aguiar
Com o acompanhamento do Professor Ricardo Melo
Hora: 11h30

Semana da Leitura na EBI de Ponta Garça


PROGRAMA

20 de fevereiro (quarta-feira)
- 10: 30 – Encontro com o autor/escritor Heitor Lourenço.
 
11 de março (segunda-feira)
- 09: 00 - Abertura da Feira do Livro.
- Concurso “O Marcador de Livros Mais Original”.
- Início do Concurso “ Ler e o Mar”.
- Visita das turmas à feira.
 
12 de março (terça-feira)
- 09: 15- Abertura da Feira do Livro.
- Visita das turmas à feira.
 
13 de março (quarta-feira)
- 09: 15- Abertura da Feira do Livro.
- Visita das turmas à feira.
 
14 de março (quinta-feira)
- 09: 15- Abertura da Feira do Livro.
- Visita das turmas à feira.
 
15 abril (sexta-feira)
- 09: 15- Abertura da Feira do Livro.
- Visita das turmas à feira.
- 13:00 – Encerramento da Feira do Livro.

Semana da leitura na EBS do Nordeste


Semana da leitura na ES Manuel de Arriaga


terça-feira, 5 de março de 2013

Semana da Leitura 2013 nas escolas

As escolas dos Açores preparam-se para a Semana da Leitura 2013

 Escola Secundária Manuel de Arriaga - Horta

Escola Básica e Integrada da Ribeira Grande
autor: Nuno Pequeno (professor de Educação Visual e Tecnológica)

segunda-feira, 4 de março de 2013

Um amor feliz


Pela idade em que lia um livro da colecção “Os Cinco” por dia, havia de ter dez anos, não mais, foi parar à minha biblioteca, certamente comprado pela minha mãe, um livro muito especial. Não sabia de tal quando o vi; não sabia de tal quando o comecei a ler; creio que já o sabia quando a sua leitura se tornou um encantamento para mim; sabia-o já quando terminei de o ler e as personagens, os seus pequenos dramas familiares e pessoais, os espaços onde se moviam, o tempo da sua existência, tudo isto tomou lugar cativo na minha própria existência, como se aquele mundo fosse um mundo paralelo ao meu, tão vivo e tão real como o meu; sei-o agora com toda a segurança – aquele foi/é (é certamente) um dos livros mais marcantes da minha vida.

Foi um amor feliz – é um amor feliz, pois os amores felizes fazem sempre parte do presente, não se esquecem, não sucumbem à passagem do tempo, não são relegados nem substituídos. Depois de muitos anos se passarem, Mulherzinhas, de Louisa May Alcott, não deixou de ter o mesmo lugar de honra no meu coração, e é com ternura que recordo daquele primeiro amor. E penso: o primeiro amor – se feliz – mantém-se inalterado, conserva sempre o viço da juventude com que foi vivido; a ele podem seguir-se outros, tão ou mais fortes, mas que não o rasuram; o primeiro amor tem a candura de algo que escapa ao tempo e que, de forma latente, está presente em todos os tempos posteriores da nossa vida. Guardei Mulherzinhas na estante. Não o reli. O primeiro amor só se vive uma vez, depois recorda-se, e nessa recordação permanece inalterado. Reler Mulherzinhas em idade madura podia ter um efeito perverso, pois a minha alma já não tem o olhar cândido que me fez apaixonar pelo livro. Guardei Mulherzinhas e vivo ainda aquele primeiro amor feliz.

De outros amores felizes se foi tecendo, ao longo dos anos, a minha relação com os livros: A Relíquia, de Eça de Queirós, O Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo, A Insustentável Leveza do Ser, de Milan Kundera, A Montanha Mágica, de Thomas Mann, Cem Anos de Solidão, de García Márquez, Evangelho Segundo Jesus Cristo, de Saramago, Nenhum Olhar, de José Luís Peixoto, a poesia de Sophia ou de Safo. E outros, tantos outros amores felizes. Os livros não nos desiludem senão de forma clara e frontal, e pomo-los de lado. Acabou, nem sequer chega a ser um amor infeliz. Simplesmente um amor que não é. Ou um amor feliz, que, sendo o segundo ou o quinquagésimo, não rivaliza com os demais. Os livros são amores acumuláveis e que não se esgotam com o passar do tempo, com quezílias ou com traições. Não nos abandonam nem se furtam ao nosso amor.

Hesitei perante a escrita desta crónica na primeira pessoa, falando de um amor tão particular. Estive para carregar na tecla Delete. Mas mantive-a – como mantive o meu primeiro amor: um amor feliz, que sempre me fará falar de Mulherzinhas de forma emocionada. Deixo um depoimento. Talvez faça eco nos corações que viveram ou querem viver amores felizes.

Paula de Sousa Lima

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Vitorino Nemésio celebrado na ES Jerónimo Emiliano de Andrade


O departamento de Português e Línguas Clássicas da Escola Secundária Jerónimo Emiliano de Andrade vai realizar nos dias 18, 19 e 20 de fevereiro uma série de iniciativas para assinalar o 35.º aniversário da morte de Vitorino Nemésio, com o objetivo de dar a conhecer a obra literária do eminente escritor, desenvolver a cultura literária dos intervenientes na comunidade educativa e promover o conceito de açorianidade junto dessa comunidade.

Das atividades previstas constam uma exposição sobre a vida e a obra de Vitorino Nemésio, acompanhada de um questionário de visita à exposição e da redação de um texto biobibliográfico; uma exposição de obras de Nemésio; o estudo, nas aulas de Português, de poemas, textos narrativos e crónicas da sua autoria; a leitura pública de um conto ou uma crónica do autor e a distribuição de poemas e de excertos de textos narrativos nemesianos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Regulamento do Concurso Nacional de Leitura - fase Açores

Trinta alunos de diversas escolas da Região vão estar presentes na fase regional do Concurso Nacional de Leitura, que se realiza no auditório da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada, no dia 26 de abril. São 21 alunos do 3.º ciclo e 9 alunos do ensino secundário, das sete escolas participantes (ES Manuel de Arriaga, ES Domingos Rebelo, ES Jerónimo Emiliano de Andrade, ES Vitorino Nemésio, EBS Lajes do Pico, EBI da Maia e EBI de Capelas).

As provas dos alunos do básico são sobre as obras Permanências, de Judite Jorge, e  Os da minha rua, de Ondjaki, e os alunos do secundário farão provas sobre Ilha Grande Fechada, de Daniel de Sá, e As intermitências da Morte, de José Saramago.

Os alunos vencedores de ambos os ciclos estarão presentes na fase final do Concurso Nacional de Leitura, em representação dos Açores.

O regulamento da fase regional do Concurso Nacional de Leitura pode ser consultado aqui.